Documento interno — Agência Ágil

Reunião Comercial com Rennan (W1) e o novo serviço de consultoria financeira para médicos

Reunião de 07/08/2026, 15h05, via Zoom — duração de 61 minutos.
Participantes: Alexandre (Ágil, Recife) · Saulo (Ágil, Natal) · Rennan (consultor W1).

1. Tarefas e próximos passos

#TarefaResponsávelQuando
1Enviar feedback da reunião no grupo da W1 (texto ou vídeo), para o Rennan repassar ao gestor deleAlexandreImediato
2Enviar e-mail ao Rennan compartilhando as ideias que o Alexandre já tinha pensado para a área financeiraAlexandreEsta semana
3Enviar o modelo da carta com cartão-presente do diagnóstico financeiro (usado no encerramento dos podcasts)RennanPróximos dias
4Marcar a segunda reunião: parte comercial + estruturação do podcastRennan + ÁgilA agendar
5Estruturar o piloto do serviço financeiro como over-delivery: selecionar 2 ou 3 clientes médicos da casa e aplicar o playbook da seção 5Saulo, com apoio do AlexandreEste mês
6Seguir com o teste de tráfego pago para captação de médicos, rodando em paralelo com a prospecção offlineAlexandreEm andamento
7Meta de captação: dobrar a base de clientes médicos, de 15 para 30Ágil + RennanMeta 2026

Decisão central da reunião: a Ágil vai implantar um serviço de consultoria e gestão financeira para clínicas, executado pelo Saulo. Ele entra primeiro como over-delivery para clientes atuais e depois vira serviço recorrente cobrado à parte. O Rennan operou esse exato modelo por anos (17 a 18 clínicas simultâneas, mensalidade entre R$ 2.000 e R$ 4.000) e vai apoiar a implantação.

2. Resumo dos pontos principais

Como a Ágil capta médicos hoje (apresentado ao Rennan)

Números citados

A experiência do Rennan (o que ele operou e está trazendo)

Por que o serviço financeiro casa com o tráfego

O diferencial competitivo apresentado pelo Rennan: agência de tráfego existe aos montes; agência que faz estudo de margem e precificação antes de decidir para onde apontar o tráfego, não. Anunciar o procedimento errado é queimar verba — às vezes o médico pede campanha para um serviço que dá margem negativa. Com o Pareto do Lucro, a campanha mira os 2 ou 3 procedimentos de maior lucro, maior demanda e que o médico gosta de fazer. O tráfego passa a ter alvo certo e o resultado financeiro aparece na conta do cliente.

3. Dores e oportunidades identificadas

Dores da operação Ágil (levantadas na conversa)

Dores dos clientes médicos (o mercado do novo serviço)

Oportunidade combinada: essas dores são o argumento de venda do serviço financeiro e, ao mesmo tempo, munição para o discurso comercial do tráfego ("a gente não anuncia no escuro — estuda margem antes"). Um serviço alimenta o outro.

4. Ata formal da reunião

ItemRegistro
Data e hora07 de agosto de 2026, 15h05 (Zoom)
Duração61 minutos
ParticipantesAlexandre (sócio, Ágil — Recife) · Saulo (sócio, Ágil — Natal) · Rennan (consultor comercial, W1)
Pauta previstaPrimeira reunião do projeto de consultoria comercial: mapear o processo de captação e vendas da Ágil e sugerir melhorias iniciais

Assuntos tratados

  1. Mapeamento do processo comercial da Ágil. Alexandre e Saulo apresentaram as frentes de captação: visitas presenciais a consultórios com abordagem de representante (Recife com Alexandre, Natal com Saulo), filtro prévio de médicos com IA, consultoria de diagnóstico gratuita com proposta na mesma reunião, indicações de clientes, BNI Recife e teste planejado de tráfego pago para captação.
  2. Avaliação do Rennan sobre o processo. Elogiou o funil do representante ("esse funil eu não tinha, ideia fantástica") e o fechamento em reunião única, superior ao modelo de duas reuniões que ele usava. Confirmou que o foco em médicos é o caminho, por ser o know-how dele.
  3. Diagnóstico da diferença Recife × Natal. Discutida a resistência do mercado de Natal no fechamento de contratos, atribuída a menor concorrência entre médicos e mentalidade menos voltada a crescimento.
  4. Apresentação do método de gestão financeira para clínicas. Rennan detalhou o serviço que operava: precificação e custeio por procedimento, ranking de margens, cruzamento com demanda e preferência do médico (Pareto do Lucro), fluxo de caixa, categorização de custos e política de teto de gastos com acompanhamento semanal.
  5. Decisão de implantar o serviço na Ágil. Definido que o Saulo assume a frente financeira — deixando de ser só o financeiro interno da Ágil para se tornar o financeiro das clínicas clientes. Entrada como over-delivery para clientes atuais, com posterior transformação em serviço recorrente. Alexandre relatou que já havia idealizado um serviço nessa direção e que o modelo do Rennan encaixa com o que ele tinha em mente.
  6. Funil do podcast. Rennan apresentou a mecânica do EmpreendeMed como funil de autoridade e captação. O aprofundamento ficou para a próxima reunião, junto com a parte comercial.

Deliberações

Encerramento: o Rennan precisou sair às 16h06 para outro compromisso. Ficou combinado o envio de feedback da reunião no grupo da W1 e o agendamento do próximo encontro.

5. Playbook — Consultoria financeira para médicos e clínicas

Método completo explicado pelo Rennan na reunião, organizado como processo de implantação na Ágil. Executor: Saulo. Papel do Alexandre: vender o serviço dentro das consultorias de diagnóstico e reuniões de fechamento.

Fase 0

Posicionamento, oferta e preço

  • O que é: gestão financeira e de precificação da clínica, contínua, com reunião semanal e controle de gastos. Não é BPO de boletos — é o financeiro estratégico da clínica.
  • Como entra no portfólio: primeiro como over-delivery para 2 ou 3 clientes atuais de tráfego, apresentado assim: "o Saulo, do nosso time financeiro, vai fazer um trabalho para aumentar sua precificação e seu ticket médio". Depois do case formado, vira serviço cobrado à parte.
  • Preço de referência (trajetória do Rennan): começar em torno de R$ 2.000 mensais e evoluir para R$ 3.500 a R$ 4.000 conforme autoridade e demanda. Contrato de 12 meses com renovação contínua.
  • Capacidade de entrega: reservar cerca de 3 horas semanais por clínica (1h de reunião + 2h de análise). Esse número define o teto de clientes do Saulo — o Rennan travou em 17 ou 18 clínicas sozinho, gastando 45 a 50 horas semanais. Com IA cruzando os dados, a meta é entregar o mesmo em menos tempo.
  • Discurso de venda (a dor-âncora): "Doutor, a maioria das clínicas que atendo tinha o mesmo problema: faturava 100 mil e não sobrava nada. Dobrou o faturamento e continuou não sobrando. Faturamento sobe, custo sobe junto — sobra é resultado de margem controlada, não de faturamento maior."
Fase 1

Diagnóstico de precificação e margem (1 a 2 reuniões)

  1. Listar todos os procedimentos, serviços e protocolos que o médico realiza. Nada fica de fora, inclusive o que ele faz pouco.
  2. Levantar o custo real de cada procedimento, item a item, junto com o médico. Exemplo usado pelo Rennan para um botox: o produto em si, a hora de sala, a enfermeira, materiais de apoio, o imposto sobre o serviço. Esse mapeamento é a parte mais trabalhosa e consome as primeiras reuniões.
  3. Calcular a margem de cada procedimento (preço cobrado menos custo total levantado).
  4. Ranquear da maior para a menor margem. Em toda clínica aparecem surpresas: procedimentos com margem apertada ou até negativa — em geral porque o médico passou 1, 2 ou 3 anos sem reajustar enquanto insumos e impostos subiram. Às vezes é justamente um procedimento que ele faz muito.
  5. Montar o plano de reajuste. Onde a margem está insuficiente: reajustar de imediato quando o mercado permite; quando não dá, reajuste progressivo — um percentual por mês ao longo de uns 6 meses até chegar ao preço correto.
Entregar só essa fase já muda a conversa com o médico: ele descobre quanto ganha (ou perde) em cada coisa que faz.
Fase 2

Pareto do Lucro — cruzar margem, demanda e vocação

  1. Levantar a demanda real: abrir o histórico do prontuário (ou agenda) dos últimos 1 a 2 anos e ranquear os procedimentos do mais realizado para o menos realizado. É trabalho manual, mas os dados existem na clínica.
  2. Levantar a vocação: perguntar ao médico o que ele gosta e o que ele é bom em fazer — e também o que ele odeia. Ranquear do preferido ao detestado. Ninguém sustenta volume por anos em procedimento que odeia.
  3. Cruzar os três rankings — margem × demanda × preferência — e eleger os 2 ou 3 procedimentos-foco da clínica. Esse cruzamento é o Pareto do Lucro.
  4. Apontar o tráfego para os procedimentos-foco. Aqui o serviço financeiro encontra o serviço de tráfego da Ágil: a campanha deixa de mirar o que o médico acha que dá dinheiro e passa a mirar o que os números provam que dá. Nas palavras do Rennan: primeiro identificar onde está o lucro, para só então "tacar gasolina no lugar certo".

Regra prática: não montar campanha baseada apenas na percepção do médico. O Rennan foi enfático — na maioria das vezes ela está errada, e já apareceu caso de médico pedindo anúncio para procedimento de margem negativa.

Fase 3

Fluxo de caixa e visibilidade dos números

  1. Separar econômico de financeiro. Faturamento (regime econômico) não é dinheiro no caixa: uma venda de R$ 100 mil parcelada em 10 vezes coloca R$ 10 mil por mês na conta. O médico precisa enxergar os dois lados.
  2. Montar o fluxo de caixa da clínica com esta estrutura, de cima para baixo:
    • Recebimentos do mês
    • (−) Insumos dos procedimentos realizados
    • (−) Impostos
    • (=) Margem de contribuição
    • (−) Custos fixos: pessoal, despesas administrativas, despesas financeiras
    • (=) Resultado do mês (o que de fato sobra)
  3. Resolver a coleta de dados — o ponto que trava tudo. O caminho do Rennan: educar e treinar a secretária (normalmente ela, não o médico) para alimentar uma planilha simples de entradas e saídas, ou o próprio sistema/ERP se a clínica tiver. Sem essa rotina alimentada, nenhuma fase seguinte funciona.
  4. Entregar o fechamento mensal ao cliente: um fluxo de caixa do mês, simples e visual. Com os dados alimentados e a IA cruzando as informações, essa entrega é rápida de produzir e dá cara de serviço premium.
Aviso do Rennan: fluxo de caixa sozinho não segura recorrência. Ele dá visibilidade, o médico acha bonito — e cancela em alguns meses. O que segura o contrato é a fase 4.
Fase 4

Controle contínuo — categorização e teto de gastos

  1. Categorizar todos os custos e despesas da clínica: insumos, pessoal, despesas administrativas, despesas comerciais, despesas financeiras.
  2. Definir o teto de gastos por categoria: a média dos últimos 12 meses de cada categoria vira o limite mensal daquela categoria.
  3. Rotina semanal de conferência: toda semana, conferir a planilha ou o sistema e comparar o acumulado do mês com o teto de cada categoria.
  4. Régua de alerta: ao atingir 80% do teto de uma categoria, avisar o médico na reunião semanal ou por mensagem ("estamos com 90% do gasto comercial — este mês não entra mais campanha nem ação nova nessa linha").
  5. Quando precisar estourar: se um gasto for inevitável (um evento, uma campanha que não pode esperar), decidir junto com o médico de qual outra categoria sai a folga — olhando onde historicamente se gasta menos.
  6. Quando estourar mesmo assim: registrar com clareza o motivo ("estouramos por causa disto, foi exceção, não se repete") e mostrar o efeito na margem do mês. Estouro documentado é gestão; estouro silencioso é descontrole.
  7. Reunião semanal de 1 hora com o médico para revisar números, tetos e decisões. É essa presença constante que gera a tranquilidade que fideliza — o médico sabe que alguém segura o financeiro dele e avisa antes do problema.
Fase 5

Venda, prova social e escala

  1. Onde o serviço é vendido: dentro da consultoria de diagnóstico e da reunião de fechamento do tráfego, o Alexandre apresenta: "a gente tem o Saulo, do time financeiro, responsável pela área de precificação". O serviço financeiro entra como diferencial da proposta de tráfego — e depois como contrato próprio.
  2. Piloto: escolher 2 ou 3 clientes médicos atuais com bom relacionamento e aplicar as fases 1 a 4 como over-delivery. Objetivo: gerar resultado mensurável (reajuste de preço, margem recuperada, procedimento-foco definido) em 60 a 90 dias.
  3. Transformar resultado em prova social: depoimentos dos pilotos — futuramente no formato podcast, onde o cliente conta a estratégia que fez junto com a Ágil (mecânica que o Rennan usava para gerar depoimento espontâneo em vídeo).
  4. Precificar a expansão: novos contratos já entram pagando; clientes do piloto migram para o plano pago na renovação, com o resultado do próprio caso como argumento.
  5. Vigiar o teto de capacidade: com a régua de 3 horas semanais por clínica, definir desde já em quantos contratos o Saulo satura (com automação e IA a régua melhora, mas existe). Perto do limite, a decisão é a mesma que o Rennan enfrentou: subir ticket e autoridade, não volume.

Erros a evitar (aprendizados que o Rennan pagou para ter)

Na entrega

  • Entregar só o fluxo de caixa e achar que segura o cliente — o valor recorrente está no controle semanal e no teto de gastos.
  • Depender do médico para alimentar dados — treinar a secretária é o que funciona.
  • Aceitar a percepção do médico como verdade sobre onde está o lucro.

No negócio

  • Crescer em volume sem olhar a régua de horas — foi o que travou o Rennan em 18 clínicas.
  • Deixar preço parado por anos (vale para a clínica e para a própria Ágil).
  • Esquecer que o objetivo final é casar financeiro com tráfego — um sem o outro vira serviço comum, os dois juntos viram o diferencial da agência.